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O que é lavagem de dinheiro? Entenda como funciona esse crime e seus impactos
A lavagem de dinheiro é um processo ilegal utilizado para “esconder” a origem de recursos obtidos por meio de atividades criminosas, como corrupção, tráfico de drogas, contrabando, fraudes ou sonegação fiscal. O objetivo principal é fazer com que esse dinheiro pareça ter uma origem legítima, permitindo que ele circule na economia sem levantar suspeitas.
31/05/2025 15h00 Atualizada há 1 ano
Por: Opinião, crítica e análise
Foto: Istock

Como funciona a lavagem de dinheiro?

O processo de lavagem de dinheiro normalmente acontece em três etapas:

  1. Colocação: É o momento em que o dinheiro ilícito entra no sistema financeiro. Isso pode acontecer por meio de depósitos bancários fracionados (para evitar alertas automáticos), compra de bens de alto valor (como joias, carros e imóveis) ou uso de empresas de fachada.

  2. Ocultação (ou dissimulação): Nessa fase, os criminosos realizam uma série de transações complexas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. Isso pode incluir transferências internacionais, uso de laranjas, movimentação entre diversas contas ou empresas e investimentos em mercados com pouca fiscalização.

  3. Integração: Por fim, o dinheiro aparentemente “limpo” é reintegrado à economia formal. Os valores podem ser usados para adquirir negócios, financiar campanhas, comprar bens de luxo ou investir em empreendimentos aparentemente legais.

Por que é um problema grave?

A lavagem de dinheiro não é apenas um crime isolado — ela permite que outros crimes prosperem. Sem esse processo, atividades ilegais teriam mais dificuldade em manter sua estrutura e disfarçar seus lucros. Além disso, a prática desestabiliza a economia, distorce a concorrência, reduz a arrecadação de impostos e mina a confiança nas instituições.

No Brasil e no mundo

No Brasil, a lavagem de dinheiro é crime previsto na Lei nº 9.613/1998, que já passou por diversas atualizações. O combate envolve órgãos como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o Ministério Público, a Polícia Federal e instituições bancárias.

Internacionalmente, países se organizam em blocos e acordos, como o GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional), para compartilhar informações e adotar medidas conjuntas contra o crime.