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Principais fatos e escândalos envolvendo a vereadora Cris Lauer
Cris Lauer quer se apresentar como guerreira incansável contra um suposto “politicamente incorreto”, mas os escândalos que a cercam revelam postura contraditória e favorecimento pessoal
09/06/2025 01h09
Por: Opinião, crítica e análise Fonte: Blog do Tupan / Angelo Rigon / Viver Maringá / Maringá Mais / Maringá Post / UOL / Revista RPC / CBN Maringá / O Maringá
Foto:TvCâmara

CNH vencida e infrações de trânsito (2021)

Em fevereiro de 2021, a vereadora foi flagrada dirigindo com a Carteira Nacional de Habilitação vencida há 740 dias, acumulando seis infrações — incluindo falar ao celular, estacionar irregularmente e ultrapassar o limite de velocidade. A multa ultrapassou R$ 293, e somou 7 pontos na CNH — postura incompatível com um agente público responsável

Uso de servidor público para benefício próprio (improbidade)

Ela é a única dos 15 vereadores a responder ação por improbidade administrativa. A acusação do Ministério Público aponta que seu então chefe de gabinete, Bruno Di Lascio, funcionava também como seu advogado particular, atuando em ao menos oito processos pessoais durante o expediente, sem recebimento de honorários advocatícios — uso indevido de dinheiro público para atender a interesses privados.

Gravidade reconhecida em áudio vazado

Em março de 2025, veio à tona um áudio em que Cris Lauer aparentemente reconhece essa prática — uma confissão que endurece a acusação, já considerada grave pelo MP, que pede devolução de cerca de R$ 20 mil, perda do mandato e até 14 anos de inelegibilidade.

Representação no Conselho de Ética e possível cassação

O PT apresentou representação interna pedindo sua cassação por quebra de decoro parlamentar, com base no Código de Ética da Câmara. Em julho de 2024, o Conselho de Ética aprofundou o caso, tornando pública sua tramitação e recomendando cassação — o que poderia torná-la a primeira vereadora cassada da história de Maringá.


Arquivamento polêmico do processo (outubro/2024)

Apesar da gravidade, o Conselho de Ética arquivou o processo em outubro de 2024. O presidente da Câmara, Mário Hossokawa, optou pelo sepultamento do caso logo após a reeleição de Lauer, a mais votada na história municipal (7.535 votos) — estratégia que acendeu críticas sobre possíveis interesses políticos na decisão.

Polêmicas durante o período eleitoral e discurso inflamatório

Suporte e oposição na Câmara

Apesar das críticas, ela gozou de apoio político ao arquivar o processo, especialmente após a reeleição. Seus posicionamentos conservadores têm base entre grupos alinhados ao governo municipal, mas geram forte reação em setores culturais, de cultura e servidores públicos, que veem atitudes como "necropolítica" e ataques misóginos.


Em síntese:

Cris Lauer quer se apresentar como guerreira incansável contra um suposto “politicamente incorreto”, mas os escândalos que a cercam — CNH vencida, improbidade administrativa, confissão em áudio, acusações de censura cultural e ataques inflamados — revelam postura contraditória e favorecimento pessoal. A prática de usar verba e servidores públicos para vantagens privadas, após tantos alertas do MP, coloca em cheque sua legitimidade para continuar exercendo cargo público.

Se a CPI em curso confirmar irregularidades além das já documentadas, precisará ser enfrentada com rigor — pois democracia não se sobrepõe ao direito público. O cargo exige transparência, decoro e compromisso com o interesse coletivo — e até aqui, ela parece ter priorizado seus próprios interesses.