Cidades: Maringá Denuncia de descaso
Morador denuncia abandono em acompanhamento de glaucoma após exames do Detran e triagem do município
Um morador de Maringá denunciou um possível caso de negligência no acompanhamento oftalmológico realizado através de uma parceria entre a Prefeitura e instituições de saúde conveniadas. O autônomo buscou atendimento após ser encaminhado por uma médica de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com suspeita de glaucoma, após ter sido reprovado no primeiro teste de visão exigido pelo Detran durante o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
14/06/2025 18h48
Por: Opinião, crítica e análise
Foto:Google

O paciente foi inserido em um programa municipal que envolvia atendimento pela Seu Med, em colaboração com acadêmicos de uma faculdade particular da cidade. Inicialmente, foram realizadas triagens e exames que confirmaram a necessidade de investigação mais detalhada quanto à possível evolução do glaucoma — uma doença silenciosa e progressiva, que pode levar à cegueira se não tratada corretamente.

Contudo, segundo o denunciante, o acompanhamento foi interrompido ainda no final de 2024, antes do recesso de fim de ano. Um exame foi realizado pouco antes das férias da equipe, e a promessa da clínica conveniada foi de que haveria um retorno em janeiro de 2025. Até agora, seis meses depois, o paciente afirma não ter recebido nenhuma ligação, retorno médico ou encaminhamento de tratamento.

Em diversas tentativas de contato com a equipe da Seu Med, o paciente ouviu apenas que “as atendentes já têm as informações”, sem que qualquer posição formal ou orientação fosse repassada. O descaso tem gerado preocupação, especialmente considerando a gravidade da doença e os riscos associados à falta de acompanhamento oftalmológico adequado.

O caso chama atenção para a necessidade de transparência e continuidade no atendimento oferecido em parcerias público-privadas, especialmente em situações que envolvem diagnósticos sérios e doenças com potencial incapacitante. A omissão de atendimento em situações como essa não é apenas uma falha administrativa, mas pode configurar negligência médica e colocar em risco a saúde e a dignidade do paciente.