Há diversas denúncias de franqueados e funcionários apontando práticas que se assemelham a rituais místicos – com cânticos, velas e coerção simbólica – no ambiente interno da Cacau Show.
Eventos conduzidos pelo CEO Alexandre Tadeu da Costa: funcionários seriam convocados a vestir branco, tirar os sapatos e entrar em uma sala escura, iluminada apenas por velas, onde caminhavam em círculos e repetiam cânticos conduzidos por ele
Muitos afirmam que a participação não era oficialmente obrigatória, mas quem não demonstrasse “entusiasmo” ou questionasse era alvo de perseguição profissional ou retaliação, com efeitos negativos na sua carreira .
O perfil “Doce Amargura”, formado por franqueados e ex-funcionários, reuniu diversos relatos dessas cerimônias como parte de uma cultura institucionalizada.
Outras práticas abusivas relatadas
| Prática | Descrição das denúncias |
|---|---|
| Assédio moral e discriminação | Humilhações públicas, gordofobia, homofobia e assédio sexual. |
| Proibição de gravidez | Há indícios de restrição explícita à gravidez entre funcionárias . |
| Pressão a franqueados | Franqueados receberam produtos vencendo ou estoque excessivo como forma de punição; doenças financeiras e bloqueios de crédito em casos de litígio . |
As denúncias já foram protocoladas no Ministério Público do Trabalho (MPT) e descrevem tanto o ambiente espiritual quanto a pressão interna.
A Cacau Show nega formalmente a existência de rituais místicos e afirma que se trata de “vivência sensorial” com cacau, visando cultura e gastronomia, além de reuniões voluntárias de oração e práticas naturais, reiterando seu compromisso com diálogo e respeito.
A empresa comunica que possui canais de denúncia internos e que um processo investigativo foi instaurado, mas não há confirmação de conclusões públicas ainda
As denúncias de rituais com cânticos e elementos místicos vêm de múltiplas fontes: sites de notícias (Metrópoles, Folha BV, Gazeta SP) e relatos de franqueados — embora anônimos, foram levados ao MPT.
A controvérsia gira em torno de saber se essas práticas configuram rituais institucionais obrigatórios, ou se são manifestações voluntárias e simbólicas. As gravações ainda são ambíguas e carecem de documentos formais.
Do ponto de vista legal, o MPT está investigando e a empresa se defende. Se confirmadas como práticas obrigatórias, os rituais podem configurar assédio moral coletivo ou coerção religiosa no ambiente de trabalho.
Assim como outras empresas em escânalos de rituais, a Cacau Show, também trabalha com ligação direta com crianças, além de chocolate, deve inauguraram parque de diversões em 2026 (antigo Playcenter):