Geral Inclusão
Conhela a instituição que luta pelo direito de pessoas intersexo existirem com dignidade, autonomia e respeito
ABRAI: Entre a invisibilidade social, a desinformação médica e a ausência de políticas públicas específicas, a Associação Brasileira Intersexo trabalha para transformar a realidade de milhares de brasileiros que ainda enfrentam dificuldades para ter seus corpos, suas identidades e seus direitos respeitados.
05/11/2026 10h00 Atualizada há 29 minutos
Por: Produção
Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

Entre a invisibilidade social, a desinformação médica e a ausência de políticas públicas específicas, a Associação Brasileira Intersexo trabalha para transformar a realidade de milhares de brasileiros que ainda enfrentam dificuldades para ter seus corpos, suas identidades e seus direitos respeitados.

Uma instituição que nasceu da necessidade de acolhimento e representatividade

Quando se fala em diversidade sexual e de gênero, muitas pessoas ainda desconhecem uma parte fundamental dessa realidade: a existência das pessoas intersexo.

Foi justamente diante dessa invisibilidade que surgiu a Associação Brasileira Intersexo (ABRAI), uma organização da sociedade civil dedicada à proteção e à promoção dos direitos humanos dessa população.

A história da instituição começou a partir da articulação de ativistas intersexo e aliados que buscavam criar espaços de acolhimento, troca de experiências e mobilização nacional.

Inicialmente, as articulações ocorreram por meio da página Visibilidade Intersexo e de grupos de discussão nas redes sociais. Com o crescimento dessa mobilização, surgiu a necessidade de constituir uma representação formal capaz de dialogar com instituições públicas, profissionais de saúde, universidades e organizações de direitos humanos.

Segundo o histórico publicado pela própria associação, seu processo de regulamentação começou em 2018 e sua formalização ocorreu em 2020.

A fundação teve participação de ativistas como Olívia Denardi, Shay Bittencourt, Dionne Freitas e Thaís Emília, entre outros colaboradores.

A experiência de famílias que não encontravam instituições preparadas para oferecer orientação e acolhimento também foi determinante para a construção da entidade.

Afinal, o que significa ser uma pessoa intersexo?

Para compreender a importância da ABRAI, é necessário entender primeiro o que significa intersexualidade.

Intersexo é um termo abrangente utilizado para descrever pessoas que nascem com características sexuais — anatômicas, hormonais, gonadais ou cromossômicas — que não correspondem integralmente às definições médicas típicas de corpos masculinos ou femininos.

Essas características podem se manifestar de diferentes maneiras e em diferentes momentos da vida. Algumas são identificadas no nascimento, outras durante a puberdade e algumas somente na vida adulta.

É fundamental esclarecer três conceitos que frequentemente são confundidos:

Portanto, ser intersexo não determina se alguém é heterossexual, homossexual, bissexual ou possui determinada identidade de gênero.

Também é importante destacar que intersexualidade não é sinônimo de transexualidade ou transgeneridade.

São questões diferentes, embora possam coexistir na mesma pessoa.

A própria Organização das Nações Unidas reconhece que pessoas intersexo enfrentam discriminação e violações de direitos humanos em diferentes sociedades.

A principal batalha: o direito de decidir sobre o próprio corpo

Um dos temas centrais da atuação da ABRAI é o enfrentamento às intervenções cirúrgicas realizadas em crianças intersexo sem necessidade médica urgente e sem possibilidade de consentimento pessoal.

Historicamente, crianças que nascem com características sexuais consideradas atípicas podem ser submetidas a procedimentos destinados a adequar seus corpos a padrões convencionais de masculinidade e feminilidade.

O problema é que algumas dessas intervenções são irreversíveis e podem provocar consequências físicas e psicológicas duradouras.

Entre os riscos discutidos por organizações de direitos humanos e especialistas estão:

A ABRAI defende que decisões irreversíveis que não sejam clinicamente urgentes devem, sempre que possível, aguardar até que a própria pessoa tenha condições de participar de maneira livre e informada das escolhas sobre seu corpo.

Essa discussão não significa negar tratamentos médicos necessários. Significa questionar procedimentos realizados principalmente para atender expectativas sociais sobre a aparência dos corpos.

É uma discussão que envolve medicina, bioética, direitos da criança, autonomia e dignidade humana.

O que a ABRAI faz na prática?

A atuação da associação vai além da conscientização. A entidade informa desenvolver ações de assistência, formação, articulação política e defesa jurídica.

Entre suas principais frentes de trabalho estão:

1. Acolhimento de pessoas intersexo e familiares

Apoio e orientação para pessoas intersexo, mães, pais e familiares que precisam compreender as variações sexuais e encontrar atendimento adequado.

2. Formação de profissionais de saúde

Conscientização e capacitação de profissionais para evitar abordagens discriminatórias, intervenções desnecessárias e violações de direitos.

3. Incidência política e jurídica

Acompanhamento de projetos legislativos, debates institucionais e iniciativas voltadas à criação de políticas públicas para pessoas intersexo.

4. Assistência social e solidariedade

Campanhas de arrecadação, apoio a famílias vulneráveis e iniciativas para facilitar o acesso a cuidados de saúde e outras necessidades básicas.

5. Educação e visibilidade

Produção de materiais informativos, participação em eventos, entrevistas, palestras e atividades educativas para combater a desinformação.

Segundo a própria associação, seu trabalho também envolve parcerias com profissionais, laboratórios e ambulatórios, além de apoio psicoterapêutico, clínico e alojamento temporário em situações de vulnerabilidade.

A Lei Jacob Cristopher: uma das principais bandeiras da associação

Entre as iniciativas políticas mais importantes relacionadas à atuação da ABRAI está o Projeto de Lei 1.318/2025, que propõe a criação do Estatuto Federal da Pessoa Intersexo — Lei Jacob Cristopher.

A proposta foi apresentada pela deputada federal Duda Salabert, a partir de uma construção que contou com a participação e a demanda da ABRAI.

O projeto busca estabelecer garantias específicas para pessoas intersexo, abordando questões como:

O nome da proposta homenageia Jacob Cristopher, filho de Thaís Emília, uma das fundadoras e presidenta da associação.

A história de Jacob está diretamente relacionada à mobilização que contribuiu para o surgimento da ABRAI. Sua trajetória familiar evidenciou as dificuldades enfrentadas por pais e mães quando recebem a notícia de que seus filhos nasceram com características sexuais que fogem aos padrões convencionais.

É importante ressaltar que o PL 1.318/2025 é uma proposta legislativa: sua apresentação não significa que o estatuto já tenha sido transformado em lei.

A ABRAI e o reconhecimento internacional

A atuação da associação também se relaciona com discussões internacionais sobre direitos humanos. A Organização das Nações Unidas já abordou publicamente as violações enfrentadas por pessoas intersexo, incluindo discriminação, intervenções médicas sem consentimento e procedimentos que podem comprometer a integridade física.

Em 2017, a ONU Brasil publicou uma matéria sobre um encontro com ativistas intersexo no país, destacando a importância da organização e da mobilização da sociedade civil para ampliar a visibilidade dessa população.

Em 2024, a campanha Livres & Iguais, da ONU Direitos Humanos, voltou a destacar a experiência de Thaís Emília e a trajetória da ABRAI no contexto do Dia Internacional da Visibilidade Intersexo, celebrado em 26 de outubro.

Essa conexão demonstra que a pauta defendida pela associação não está isolada: faz parte de um debate internacional sobre autonomia corporal, dignidade, igualdade e proteção contra práticas discriminatórias.

Por que uma instituição como essa é necessária?

Talvez a maior dificuldade enfrentada pelas pessoas intersexo seja justamente a invisibilidade.

Muitas pessoas nunca ouviram falar sobre intersexualidade. Outras conhecem o termo, mas não compreendem sua dimensão biológica, médica e social.

Essa falta de informação pode produzir situações de constrangimento, discriminação, isolamento familiar e atendimento inadequado nos serviços de saúde.

Além disso, crianças intersexo frequentemente dependem de decisões tomadas por adultos e profissionais de saúde, o que torna ainda mais importante a existência de mecanismos de proteção e orientação.

Nesse cenário, organizações como a ABRAI desempenham um papel fundamental: permitem que pessoas diretamente afetadas participem das decisões que envolvem seus próprios direitos.

Não se trata apenas de ampliar a visibilidade de uma população. Trata-se de garantir que essas pessoas tenham acesso à saúde, à documentação, à educação, à proteção jurídica e, principalmente, ao direito de viver sem que seus corpos sejam tratados como problemas a serem corrigidos para atender às expectativas de outras pessoas.

Como conhecer, apoiar ou entrar em contato com a ABRAI?

A associação disponibiliza canais de comunicação e informações sobre suas atividades, projetos e campanhas de solidariedade.

Acesse o site oficial: www.abrai.org.br

O direito de existir não deveria depender de padrões corporais

A trajetória da Associação Brasileira Intersexo evidencia uma realidade que ainda recebe pouca atenção no Brasil: a necessidade de garantir que pessoas intersexo sejam reconhecidas como sujeitos de direitos, e não como indivíduos cujos corpos precisam necessariamente ser modificados para se encaixar em padrões sociais.

O trabalho da ABRAI envolve uma discussão que ultrapassa questões médicas ou identitárias. Estamos falando de autonomia corporal, proteção da infância, dignidade humana, acesso à saúde e combate à discriminação.

Conhecer instituições como essa também é uma forma de combater a desinformação.

Afinal, diversidade humana não significa que todos os corpos precisam ser iguais. Significa reconhecer que as diferenças fazem parte da própria existência humana.

Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não é aquela que tenta corrigir todas as diferenças, mas aquela que garante dignidade e direitos às pessoas, independentemente de suas características corporais.

Quando o corpo de uma criança vira alvo de intervenções: a luta das pessoas intersexo pelo direito de decidir

Procedimentos cirúrgicos realizados para adequar características sexuais a padrões convencionais de masculino e feminino levantam debates sobre autonomia corporal, ética médica e direitos humanos. Para ativistas intersexo, nenhuma criança deveria ter seu corpo submetido a modificações irreversíveis apenas para atender às expectativas da sociedade.

Cirurgias sem consentimento: uma realidade que precisa ser discutida

Imagine nascer e, ainda nos primeiros meses de vida, ser submetido a procedimentos cirúrgicos para modificar características do próprio corpo, sem ter qualquer possibilidade de compreender ou participar dessa decisão.

Essa é uma realidade relatada por pessoas intersexo que passaram por intervenções médicas durante a infância.

Em determinados casos, crianças nascidas com características sexuais que não correspondem aos padrões médicos convencionais de corpos masculinos ou femininos são submetidas a cirurgias para modificar a aparência de seus órgãos genitais.

A questão central não é a existência de tratamentos médicos. Procedimentos necessários para preservar a saúde, tratar doenças ou evitar complicações podem ser indispensáveis.

O problema está nas intervenções realizadas sem necessidade clínica urgente, especialmente quando o objetivo principal é adequar a aparência corporal às expectativas sociais.

Essas cirurgias podem ser irreversíveis e produzir consequências que acompanham a pessoa durante toda a vida, incluindo alterações de sensibilidade, complicações físicas, impactos psicológicos e dificuldades relacionadas à própria sexualidade.

O direito de crescer e decidir sobre o próprio corpo

Uma das principais reivindicações do movimento intersexo é que crianças não sejam submetidas a procedimentos irreversíveis e não urgentes simplesmente porque seus corpos fogem de um padrão considerado socialmente aceitável.

A defesa é que essas pessoas tenham a oportunidade de crescer, compreender suas características corporais e participar das decisões sobre possíveis intervenções.

Isso envolve o direito à autonomia, à integridade física e ao consentimento informado.

A discussão também exige responsabilidade dos profissionais de saúde e orientação adequada às famílias, que muitas vezes recebem informações insuficientes ou são pressionadas a tomar decisões difíceis logo após o nascimento de seus filhos.

O que diz a ABRAI?

A Associação Brasileira Intersexo atua justamente na defesa dos direitos dessa população.

A entidade questiona práticas médicas que submetem crianças a procedimentos desnecessários e defende que a diversidade corporal não seja tratada automaticamente como um problema que precisa de correção.

Essa discussão também ganhou espaço no jornalismo brasileiro.

Em uma entrevista ao Brasil de Fato, Pâm Herrera, coordenador de projetos sociais da ABRAI, falou sobre as intervenções realizadas em crianças intersexo e explicou por que a luta da associação não é contra tratamentos médicos necessários, mas contra cirurgias estéticas realizadas sem que a própria pessoa tenha condições de decidir.

Cirurgias em crianças intersexo violam direitos e precisam acabar, defende ativista

No programa BdF Entrevista, Pâm Herrera aborda a realidade das crianças intersexo, as consequências das intervenções sem consentimento e a necessidade de respeitar a autonomia corporal. Assista à entrevista: Brasil de Fato conversa com representante da ABRAI.

Vídeo: BdF Entrevista — Brasil de Fato.
Entrevistado: Pâm Herrera, coordenador de projetos sociais da Associação Brasileira Intersexo (ABRAI).
Reportagem original: Adele Robichez, José Eduardo Bernardes e Larissa Bohrer.
Título: "Cirurgias em crianças intersexo violam direitos e precisam acabar, defende ativista".
Publicado em: 18 de setembro de 2025.
Fonte original: Brasil de Fato.
Leia a reportagem completa: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2025/09/18/cirurgias-em-criancas-intersexo-violam-direitos-e-precisam-acabar-defende-ativista/

Uma discussão que não pode ser ignorada

O nascimento de uma criança não deveria representar o início de uma corrida para adequar seu corpo às expectativas da sociedade.

A medicina deve cuidar, proteger e preservar a saúde. Mas também precisa reconhecer limites éticos, respeitar a diversidade corporal e considerar os direitos da pessoa que receberá o tratamento.

A pergunta que fica é: se determinado procedimento não é urgente para a saúde, por que não permitir que essa pessoa cresça e tenha a oportunidade de decidir sobre o próprio corpo?

É justamente esse debate que organizações como a ABRAI procuram levar à sociedade.

Porque nascer diferente não deveria significar perder o direito de escolher o próprio futuro.

Para assistir: conheça mais sobre a realidade das pessoas intersexo

Para aprofundar o conhecimento sobre a intersexualidade, reunimo vídeos produzidos por organizações de direitos humanos.

Os materiais apresentam relatos de pessoas intersexo, depoimentos de ativistas, discussões sobre direitos humanos e esclarecimentos sobre os desafios enfrentados por essa população.

Confira os vídeos e amplie seu conhecimento sobre o tema.

Direitos humanos e pessoas intersexo — ONU Brasil

Palestra de Victor Madrigal, especialista independente da ONU. Aborda violações de direitos humanos e proteção da população intersexo.

ONU e ativistas debatem os direitos humanos das pessoas intersexo

Registro de debate realizado em São Paulo, com participação de ativistas e discussão sobre intervenções médicas desnecessárias.

ONU e ativistas brasileiras lembram a importância da visibilidade intersexo

Reportagem: Michel Hajime

Sou jornalista e professor universitário. Sou homossexual assumido e, em 2025, durante o tratamento de uma crise de pânico, descobri que havia passado por uma tentativa velada de cura gay. Meus pais, por não aceitarem minha sexualidade, me doparam durante anos. Fui diagnosticado erroneamente por um médico conhecido por prescrever medicamentos em grandes quantidades e dosagens elevadas.

Durante meu tratamento no CAPS, comecei a compreender as dinâmicas familiares em que fui criado: um pai com comportamentos narcisistas e uma mãe que, em minha percepção, assumia uma posição masoquista.

Sou um rato de laboratório. Nasci para ser o brinquedo dos meus pais.

Durante minha carreira, dei aulas em uma agência de modelos e sempre abominei pais que levavam seus filhos para tentar transformá-los naquilo que eles próprios não conseguiram ser. Pais que depositam nos filhos suas frustrações, seus desejos e suas ambições pessoais. Essa realidade não é exclusiva do mundo da fama. É por isso que também encontramos tantos médicos que parecem verdadeiros açougueiros: profissionais que estão ali por capricho parental, seguindo uma carreira que talvez nunca tenham escolhido por vontade própria.

Mas descobri algo ainda pior: vim ao mundo justamente para realizar o sonho do meu pai. Ele sempre quis ter um filho homem. Tem uma pinta no rosto e costumava dizer: "Quero um filho com pinto e com pinta. Que seja jogador de futebol e tenha os dedos dos pés abertos de tanto chutar a bola, como eu tinha quando era moleque e jogava na rua".

E então nasci eu: um filho gay.

Antes de mim, minha irmã, 14 anos mais velha, já sofria. Quando comecei a compreender minha própria história, liguei para ela, que mora no Japão. Foi então que ela confessou ter ido embora de casa aos 18 anos porque estava cansada de sofrer e de ser humilhada simplesmente por ser mulher.

Passei a vida inteira tentando agradar uma pessoa que jamais estaria satisfeita comigo. Um dia, a conta chega. E, no meu caso, chegou na forma de uma crise de pânico que hoje exige tratamento e cuidado.

Sou do Paraná e cresci ouvindo discursos Nazistas de forma implícita: rascistas, xenofóbicos, homofóbicos e misóginos. Inclusive, também os reproduzi, porque aprendi que aquilo fazia parte da cultura em que estava inserido. Hoje, ao compreender minha história e enxergar a realidade, reconheço a violência que existe por trás de muitas coisas que antes me pareciam naturais.

Agora, luto por um lugar melhor. Luto para que outras pessoas consigam sair do mundo das sombras. Mas faço um alerta que Platão não fez: sair da escuridão e enxergar a verdade, muitas vezes, dói. Machuca. O despertar pode ser tão doloroso quanto libertador.

Descobrir que fui dopado pelos meus próprios pais, compreender que fui abandonado emocionalmente, ter o fato de abuso na adolecência ignorado, lembrar que passei fome e em momentos de desespero tentei suicído, são feridas difíceis de superar. Mas talvez nada tenha sido tão doloroso quanto perceber a dimensão de tudo o que vivi e reconhecer o quanto minha existência foi atravessada pelas expectativas e frustrações de outras pessoas.

Houve um momento em que, por revolta, neguei a Deus. Hoje, porém, tenho certeza de que Ele existe e de que esse Pai jamais me abandonará.

Passei boa parte da vida tentando ser o filho que meus pais desejavam. Hoje, quero apenas ter o direito de ser quem sou.

Referências bibliográficas

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ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL. ONU e ativistas debatem em SP direitos humanos das pessoas intersexo. Disponível em: Publicação da ONU Brasil. Acesso em: 5 nov. 2026.

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ROBICHEZ, Adele; BERNARDES, José Eduardo; BOHRER, Larissa. Cirurgias em crianças intersexo violam direitos e precisam acabar, defende ativista. Brasil de Fato, 18 set. 2025. Reportagem original.

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