Como já era previsto a crise mundial criada pela pandemia da Covid-19, trouxe consequências desastrosas para a população. No Brasil o desemprego afetou cerca de 15 milhões de pessoas e tende a aumentar. A alta abusiva de preços dos produtos alimentícios, materiais de construção e outros, é preocupante.
Em meio a um cenário em que os brasileiros têm que gastar mais para comprar menos, o orçamento para 2021 é aprovado com cortes nos valores destinados aos segmentos essenciais da sociedade. Áreas como Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação tiveram os maiores cortes e terão que funcionar com menos dinheiro.
A Educação foi o setor que mais perdeu. O orçamento que é de R$74,56 bilhões, comparado aos valores do ano passado, indica que houve uma diminuição de 27%. A queda no orçamento foi maior do que o previsto pelo Ministério da Educação. Em agosto de 2020 se falava em um corte de 18,2%.
Com uma verba menor, as universidades que já contavam com um orçamento insuficiente no ano passado, terão muito menos recursos para enfrentarem a pandemia. Sendo assim é possível que a educação básica também receba valores menores para o custeio de suas despesas.
Se verbas como Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) forem diminuídas, o que é bastante provável, as escolas que ofertam Ensino Fundamental e Médio ficarão sem condições de se manterem. A pandemia retirou dessas instituições a possibilidade de realizarem promoções através das Associações de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), o que tornou a situação mais complicada. O dinheiro oriundo de promoções oferece às direções, uma saída para o pagamento de despesas extras, uma vez que o destino dos recursos estaduais e federais são determinados pelos órgãos competentes. Além da falta de dinheiro ainda é preciso saber lidar com a falta de autonomia.