O título desse artigo parece afrontoso, mas não é. A realidade, nua e crua, é que todo ser humano tem o direito de ter e portar armas, haja vista que esse direito representa fundamental proteção do povo contra todos os tipos de espoliação, inclusive a governamental. Todos os Governos do mundo que agem de má-fé e pretendem escravizar a população começam, sempre, por desarmá-la de modo a tornar o Estado como monopolista do uso da força. Temos vários exemplos de governos ditatoriais que desarmaram a população: Lênin, Stálin, Mao Tsé Tung e outros sanguinários, para impedir o exercício das liberdades civis, tiram as armas da população e as inflingem as maiores arbitrariedades possíveis e imagináveis.
Os defensores do desarmamento alegam que o impedimento de a população possuir armas gera um estado de bem estar social e que o porte de armas levaria à barbárie. Isso tudo não passa de um engano dos adoradores do Poder Estatal, que possuem um gosto masoquista para a escravização social.
O que vemos, na prática, é que as leis que impedem o porte de armas só surtem efeito para as pessoas pacíficas e que foram formadas culturalmente para obedecer às ordens estatais. Os párias, os bandidos, os ladrões, os estupradores, não dão a mínima importância para as leis desarmamentistas de modo que o impedimento para que qualquer pessoa possua uma arma leva a um estado de coisas ideal para o banditismo, apenas. Se o indivíduo não se preocupa com a lei que proíbe matar, estuprar, roubar e furtar, por evidência, não irá se preocupar com uma lei que proíba portar armas.
Estamos, pois, diante de um problema crucial: quando o Estado desarma as pessoas cumpridoras da lei, está impedindo a legítima defesa. Só existe uma coisa capaz de equiparar as forças de uma pessoa pacífica com um bandido: uma arma.
O que se pode concluir é que o simples fato de todos os cidadãos terem o direito de possuir e portar uma arma (mesmo que escolha não fazer uso desse direito) torna todos os indivíduos mais seguros, haja vista que o “fora da lei” não sabe quem está armado, o que significa dizer que pensará muitas vezes antes de cometer um crime e, portanto, isso gera a prevenção geral.
Em sentido contrário, quando os meliantes sabem que as pessoas são proibidas de possuir armas, se sentem à vontade para roubar, matar, destruir, estuprar e impor suas vontades pela força das armas ou, até mesmo, pela força física.
Outra questão que os desarmamentistas procuram incutir nas pessoas é que se as armas forem liberadas os violentos terão livre acesso à compra de armamentos e que isso gerará um estado geral de insegurança. Isso é só mais uma enganação de quem defende bandido!
Quem quer comprar armas para praticar crimes não vai a uma loja fazer isso, mas, sim, procura o mercado negro que nunca deixou de existir, mesmo com as leis desarmamentistas. Se essa preocupação fosse verdadeira, ninguém no Brasil consumiria cocaína, crack, maconha, etc..., vez que essas substâncias são proibidas, mas, sabemos que podem ser encontradas em qualquer esquina de qualquer cidade do país.
A verdade é que não podemos acreditar que o Estado seja capaz de fornecer segurança à população. Se isso não aconteceu até hoje não será agora que vai acontecer. No dia 23 de outubro de 2005, por meio de um Referendo, 63,94% da população brasileira decidiu que o comércio de armas de fogo e munição não deveria ser proibido no Brasil. Portanto, a população brasileira, por livre e espontânea vontade, manifestou sua intenção de não ser desarmamentista. Contra a vontade soberana do Povo, o governo socialista aprovou o Estatuto do Desarmamento. Isso é, no mínimo, antidemocrático. Além disso, o Estatuto do Desarmamento
Está evidente que o objetivo de quem é contra a posse e o porte de armas de fogo é fazer com que os indivíduos se tornem indefesos e saiam correndo procurando a “barra da saia” do Estado toda vez que precisar de proteção.
A história nos ensina que homens livres sempre tiveram armas. Quem jamais teve direito de possuir armas eram os escravos. Para sermos livres de verdade temos de possuir armas de fogo. Como disse Richard Henry Lee, um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América: “Para preservar a liberdade é essencial que as pessoas possuam armas e sejam ensinadas, desde crianças, a como utilizá-las”.
Portanto, portar armas é algo que nos remonta ao Direito Natural. É como o Direito à Liberdade, nenhuma lei pode tirá-la de nós. E nem se diga que para fazer uso de armamentos há necessidade de aplicação de testes pelo Estado, haja vista que ele (o Estado) quer ter o monopólio da força e nenhum monopolista gosta de concorrência.