Publicidade

A ESQUERDA ATUAL CONSEGUE SER PIOR DO QUE O MARXISMO

DIREITA CRÍTICA

Por:
15/02/2021 às 09h53

No momento histórico atual seria um erro considerar a esquerda como meramente marxista. E assim é, porque aquilo que os esquerdistas defendem não tem relação intrínseca com o que sempre foi defendido pelo marxismo primitivo. Durante toda a trajetória da ideologia marxista não se viu um esforço tão grande para se apropriar da cultura dos povos como se tem notado hoje em dia. Basta notar que, salvo raras exceções, o “comunista raiz” sempre se manteve do lado conservador quando o assunto era homossexualidade ou o questionamento de identidades sexuais fixas.

 

 

Na extinta União Soviética e por detrás de toda a cortina de ferro, qualquer manifestação artística que se parecesse com mau gosto era vista com desdém. Os governos marxistas enviavam homossexuais para campos de trabalhos forçados, sendo que os ícones comunistas (Fidel Castro e Che Guevara) nutriam verdadeiro ódio pela homossexualidade.

 

O que está acontecendo no momento atual é que as grandes corporações tomaram conta do ideário marxista e tem usado a esquerda para apoiar movimentos como o Black Lives Matter e tem como intenção primordial eliminar a oposição da direita cultural, ou seja, são “revolucionários” que lutam para que possam, cada vez mais, dominar o mundo e ganhar mais dinheiro com a propagação de opiniões que, como dito, em sua gênese diferem, em muito, do que defendiam os primeiros marxistas.

 

A realidade é que ao observarmos a história, vamos ver que o verdadeiro marxismo lutava para conseguir transformações para diminuir a pobreza e, não, para conseguir instalar banheiros para pessoas trans ou para implantar a ditadura da ideologia de gênero. Aliás, logo após a segunda grande guerra mundial, os partidos marxistas eram contrários à imigração e à abertura de fronteiras, sob o argumento de que isso traria pobreza ao continente europeu.

 

Foi na Escola de Frankfurt que se fez uma distorção dos ensinamentos primitivos para inventarem o “marxismo cultural” que fez a fusão das teorias de Freud sobre a repressão sexual com a economia socialista. Foram Max Horkheimer, seguido por Herbert Marcuse que fizeram uma releitura do marxismo e tornou tudo pior do que já era. Esse pensamento migrou para os Estados Unidos com a ideia de realizar uma subversão cultural. É por isso que vemos em todos os jornais, telejornais, canais de TV, rádios, e em todas as formas de entretenimento, uma avalanche de ideias de “esquerda” que mais parecem uma onda de crianças fazendo birra para conseguir chamar a atenção de alguma maneira e serem ouvidos ainda que para isso seja necessária a repetição diuturna de comandos que são emanados das mega corporações empresariais e dos estúdios de Hollywood.

 

Se observarmos o curso da história, vamos notar que a queda do Muro de Berlim abriu as portas para a divulgação mundial do pensamento da esquerda atual. Na época em que os soviéticos controlavam todos os partidos comunistas não havia espaço para o feminismo ou para os adeptos da ideologia de gênero fazerem seus alvoroços, sob pena de irem para a vala.

 

O que surgiu após o final da Guerra Fria foi uma esquerda extrema, radical, socialmente destrutiva e que já não precisa mais de espiões para se infiltrar em países inimigos, haja vista que ela (esquerda) se apropriou do discurso dos governos ocidentais e das grandes empresas que dominam o mundo. Já não há mais nenhuma dificuldade em impor o discurso de guerra entre raças, guerras entre sexos, abertura de fronteiras e, ainda, corromper de modo visível as nossas instituições. Tudo em nome da defesa de direitos coletivos que, nada mais são, do que um anteparo para a ditadura do politicamente correto.

 

Em suma, qualquer um que tenha a coragem de se contrapor ao globalismo, ao culto à igualdade material, à expansão dos ditos direitos humanos e a propaganda da ideologia de gênero é, sem piedade, castigado. Já não mandam seus contraditores para a sepultura, mas, tentam calar, por todos os meios, as vozes dissonantes que aparecem em qualquer plataforma de comunicação.

 

As redes sociais que por muito tempo foram consideradas as grandes divulgadoras de ideias de todos os matizes são, agora, o local onde não se pode ter liberdade de expressão. E nem se diga que a liberdade de expressão deve ter limites. Ou se tem liberdade ou não se tem liberdade. Liberdade com limite é concessão e concessão não é liberdade.

 

As Big Techs, que dominam a tecnologia da informação, são ferramentas na mão da esquerda atual que não precisa mais matar ninguém. Ela, apenas, silencia quem pensa diferente e faz com que a população seja obrigada a consumir as informações deturpadas por essa esquerda malfazeja que pretende dominar o mundo sem que tenha de lutar para impor suas ideias.

 

A esquerda de hoje já não quer mais somente transformações socioeconômicas, basta se ver que a esquerda não luta mais por direitos dos pobres, o que ela quer é destruir o espírito do ser humano, acabando com a feminilidade das mulheres e com a masculinidade dos homens e, ainda, lutar por direitos difusos colocando medo na população e apresentando notícias sobre a destruição do planeta por causa de aquecimento global e outras coisas mais. Querem por abaixo os indivíduos em nome de um ídolo que deve ser adorado diuturnamente: o Estado provedor de todas as necessidades humanas.

 

Isso vai fazer com que as gerações futuras sejam marionetes nas mãos de pessoas inescrupulosas que governarão um mundo sem as virtudes individuais. Isso só não ocorrerá se abrirmos os olhos para a luta diária contra essa nefasta ideia do politicamente correto e do culto ao Estado. O indivíduo foi o criador do Estado e não pode, em hipótese alguma, servir à criatura, sob pena de se estar mudando a natureza das coisas.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários