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SERÁ QUE VALE A PENA VOTAR?

DIREITA CRÍTICA

Por: Redação
12/05/2021 às 16h53

Diante de tantas decisões que são tomadas contra a vontade popular, garanto que não passa um só dia sem que as pessoas sérias e que pensam na vida da comunidade perguntem a si mesmas se vale a pena votar. Esse questionamento não é novo. O poeta americano Charles Bukowski, há tempo, já sentenciava que “a diferença entre uma democracia e uma ditadura é que em uma democracia você vota primeiro e recebe as ordens depois; em uma ditadura, você não precisa perder seu tempo votando”.

 

Do jeito que as coisas andam em nosso país, votar é um ato onde a população está sendo enganada. Votar esta sendo, a cada dia que passa, o meio mais perfeito de fazer com que muitos sejam governados por poucos sem que a multidão tenha como e onde reclamar sobre o não atendimento dos seus anseios. 

 

O voto no Brasil não serve para outra coisa que não seja a legitimação da coerção de um sistema oligárquico que governa para o bem-estar de poucos em detrimento do mal-estar gerado na grande maioria da população. As leis são injustas, os inocentes perdem completamente sua liberdade (inclusive a de se expressar), o sistema tributário toma cerca de 40% de tudo o que as pessoas e empresas produzem sem que a população saiba para onde esse dinheiro está sendo destinado ou desviado.

 

Os políticos (principalmente aqueles que se perpetuam no Poder) gostam de cantar louvores ao direito de sufrágio, na medida em que eles são os grandes beneficiários do “poder dado pelo povo”. Ocorre, uma pessoa não deixa de ser escrava por ter o direito de escolher quem vai mandar em si uma vez a cada 4 anos. 

 

Enquanto a população não parar de votar em políticos de carreira, não teremos nada parecido com liberdade. Estamos perpetuando a nossa escravidão. Basta ver o quanto cada candidato eleito gastou para poder tornar possível a sua eleição. São valores astronômicos que não suportam a menor comparação com a realidade das coisas. Deputados que gastam quase R$ 2 milhões de Reais para serem eleitos não podem estar pensando na população. A partir do momento em que uma pessoa assume uma função pública tendo gastado horrores para lá estar, significa dizer que ela só pensará nos interesses particulares.

 

O sistema democrático brasileiro está podre. Dentro da podridão do sistema, o voto é o caminho utilizado para perpetuar a democracia malcheirosa que vivemos. Somos ensinados e doutrinados a colocar o direito de sufrágio acima de qualquer outro direito, mas, o que ocorre, na verdade, é que o sistema está direcionado para perpetuar a farsa da “escolha do povo”. Basta fazer uma pesquisa qualquer para se notar que o brasileiro não acredita sequer no sistema de urnas eletrônicas. Se não acreditam no sistema, como é que o voto pode ter algum valor?

 

A questão de fundo é que em toda eleição os políticos vencem e o povo perde. Quando pensamos que tudo vai mudar, vemos que, devagarzinho, os políticos de carreira começam a se apossar do sistema e a tomar decisões que sempre tomaram. Isso quando não fazem chantagem à luz do dia para que o governante faça aquilo que eles querem sob pena de sofrer represálias e o país se tornar ingovernável.

 

É nojento ter de engolir um sistema corrupto. É repugnante ter de votar nos mesmos políticos de sempre que, conforme já sabemos, não moverão uma palha em favor da comunidade. É decepcionante constatar que as pessoas pedem mais ação do Poder Público quando já sabem que são os políticos de carreira que irão dar a cartada final. 

 

Em suma, a cada eleição vemos os mesmos políticos conduzindo os rumos do país e, um país conduzido por uma oligarquia fétida não pode ser direcionado a um bom lugar.

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