
Apesar da pandemia de coronavírus, que simplesmente paralisou o mundo do entretenimento no país e no mundo, os compositores, intérpretes, músicos e editoras receberam quase R$ 1 bilhão no ano passado. Esse dinheiro (exatamente R$ 947,9 milhões) foi arrecadado e repassado pelo Ecad, o escritório central de direitos autorais musicais. Ao menos 263 mil profissionais (nacionais e estrangeiros) da música foram beneficiados por essas verbas. A expectativa era de que a queda de arrecadação ---e distribuição-- seriam enormes. E isso de fato ocorreu: a arrecadação foi 20% menor que a de 2019. A previsão, porém, era de que esse valor seria 30% menor. Algumas ações do órgão serviram para mitigar a crise. Uma das mais importantes ações foi a liberação de créditos retidos --especialmente devido a inconsistências ou falta de informações adicionais. O Ecad também antecipou a distribuição de outros valores logo no início da pandemia. Outra medida foi um acordo inédito feito com as plataformas Globoplay e Gshow, que passaram a remunerar não só compositores, mas também intérpretes e músicos. Apesar disso, a situação do mundo da música e do entretenimento continua na UTI: 2020 foi um ano de demissões em massa no setor de eventos. E isso deve continuar este ano até que a vacina contra o coronavírus esteja disseminada por toda a sociedade.