Não passa um só dia sem que ouçamos que as pessoas são possuidoras dos direitos sociais como, por exemplo, a saúde, a educação e a segurança.
Não há nenhuma dúvida de que os serviços relativos à saúde, educação e segurança são de extrema importância e, por isso mesmo, deveriam dar ensejo à uma busca intensa dos empreendedores para fornecê-los à população. Ocorre que o Estado, com a intenção de justificar a sua espoliação, roubo e opressão, efetuados através da cobrança de tributos, se predispõe a dizer para a população que esses direitos serão por si (pelo Estado) assegurados sem que haja necessidade de que a iniciativa privada os explore.
A “saúde pública” nada mais é do que a socialização dos custos financeiros que muitas pessoas sequer teriam obrigação de suportar. Basta ver que, grande parte da população, muito raramente procura os serviços médicos, mas, mesmo assim, é obrigada a suportar os custos do sistema universalizado de saúde que é uma espécie de caridade via legal.
A “segurança pública” nada mais é do que o monopólio da força pelo Estado que faz de tudo para que somente seus agentes tenham o direito às armas enquanto a população vive suportando a ineficiência policial sem ter o direito de fazer sua própria defesa.
A “educação pública” nada mais é do que a cooptação das pessoas pelos políticos que se utilizam do sistema para formar intelectualmente os eleitores de modo a fragilizar mentalmente todas as pessoas que terão, necessariamente, uma debilidade intelectiva e cognitiva que as levarão a entender que sem a presença do Estado não há vida possível.
Todos os trabalhadores que prestam serviços para o Estado são remunerados, exclusivamente, com base na espoliação tributária perpetrada pelo mesmo Estado. Sem o “roubo tributário” não há recurso disponível para a remuneração dos trabalhadores estatais.
Para consolidar esse sistema diabólico de debilitação das mentes dos indivíduos que, efetivamente, geram a riqueza e a transfere ao Estado por meio da espoliação, é que se instituiu a política do mi-mi-mi. Todo mundo tem direito a tudo e todo mundo é vítima de tudo, de modo que uma geração insolente só pode viver se o Estado for uma espécie de babá.
O Estado de bem-estar social somente é possível se o homem for infantilizado. Somente o infantil vai querer implorar por recursos estatais por não querer assumir de forma particular os custos de suas ações. Quando somos bebês temos um alarme para avisar nossos pais de que algo nos incomoda: o choro. Quando chegamos ao final da adolescência, adquirimos a condição de nos sustentar sozinhos, o que faz o choro se tornar cada vez menos necessário. O conceito de justiça social nada mais é do que o prolongamento do choro durante toda a vida. A cada vez que o indivíduo se sente ameaçado por alguma coisa, ele chora para que o Estado venha ao seu socorro. É o verdadeiro mi-mi-mi.
As pessoas estão trocando o direito à vida, à liberdade e à propriedade privada pelo direito de chorar ostensivamente pela proteção estatal. Essa é a geração que a esquerda política criou e é com ela que o Brasil terá de conviver e resolver os seus problemas.