O aborto é um assunto que suscita as mais diversas e acaloradas discussões em qualquer parte do mundo. A Lei brasileira prevê os casos em que é possível se realizar o aborto e o Judiciário o libera em outros casos em que os juízes decidem com base em questões particulares a cada processo.
Entendo que não há fundamento válido que justifique políticas públicas governamentais para implantar o direito ao aborto. Levando a questão para o lado moral, é razoável se pensar que nem mesmo a União teria competência ou autoridade para legislar sobre o aborto. Essa é uma questão que transcende o direito material e, portanto, qualquer coisa que esteja escrita na lei vai se tornar obsoleta.
No debate sobre o aborto existem aqueles que defendem o direito de a mulher escolher se o bebê vive ou se morre, sendo que ainda existem os que dizem que o feto não tem vida. Tenho uma posição de que, sem qualquer dúvida, o feto tem vida e merece a proteção da lei. Não gosto do Estado, acho que ele mais atrapalha do que ajuda, mas, se há alguma função na qual o Governo deveria investir seria na proteção da vida.
A verdade é que toda posição governamental que defende o direito ao aborto é absolutamente dominada pela ideologia esquerdista que tem como um dos seus principais objetivos acabar com a família e quando a pessoa perde o senso de afeto pelo próprio filho, significa que a implantação da ideologia “esquerdopata” está muito próxima de ser atingida.
Para quem gosta de dizer que o feto é desprovido de vida, gosto de dizer que longe de ser um amontoado de células, há evidências comprovadas que mostram que todos os ingredientes necessários para a persecução da vida humana já está presente desde o início da gravidez. O feto, resumindo filosoficamente, representa aquilo que ele realmente é, ou seja, um ser humano que está em desenvolvimento diário.
Ainda, para os que gostam de dizer que o feto faz parte do corpo da mãe, costumo perguntar se a mãe (no período de gestação) tem 4 braços, 4 pernas, 40 dedos, 2 cabeças, 2 corações, 4 pulmões, etc... Parece bem óbvio que o feto não faz parte do corpo da mulher, né? Além disso, dizer que pelo simples fato e o bebê em desenvolvimento depender da mãe para sobreviver, dá à mulher o direito de extirpar-lhe a vida, seria o mesmo que dizer que se um idoso depender de outra pessoa para sobreviver, ou se alguém que está “vegetando” em uma cama e precisa de todos os cuidados de terceiros para sobreviver, também poderiam ser mortos pelo simples fato da dependência de um terceiro.
Creio que está na hora de os defensores da vida, da liberdade e da responsabilidade ter a coragem de dizer que são contra o aborto, que são contra a transferência de responsabilidade dos pais para os bebês, que o aborto nada mais é do que o assassinato de crianças no ventre da mãe. Se uma mulher engravida “sem querer”, isso não é motivo para se provocar uma matança generalizada. Há muitos episódios que ficam conhecidos pelo fato de a mãe querer abortar o feto e, ao depois, chorar amargamente se lembrando do ato insano que pretendia cometer e ver que a melhor coisa que aconteceu na sua vida foi o nascimento do filho que antes era rejeitado.
Por fim, como dizia Ronald Reagan, “tenho notado que todos que são contra o aborto já nasceram”, ou seja, os grupos que lutam dia e noite para impedir o nascimento de novas pessoas ao argumento de que são indesejadas já estão habitando nosso mundo e tendo o direito de gritar suas ideias aos quatro ventos. Esses fetos que não foram abortados (e tiveram o direito de nascer) brigam dia e noite para que novos fetos não tenham esse direito. É algo que é necessário ser dito apesar de ser óbvio. Pelo fato de muita obviedade estar sendo escondida é que estamos enfrentando esse estado de coisas onde a vida humana vale cada vez menos.