O Brasil vive uma escalada de medidas autoritárias que têm como base a pandemia da Covid-19. A todo momento somos emparedados por uma multidão de pessoas que pedem mais empatia e chegam a fazer chantagem para fundamentar o surrupio de direitos fundamentais que foram para o ralo nesse período da pandemia.
Estamos passando por um momento onde não temos nenhuma liberdade de escolha das nossas ações, sendo que somos guiados por Decretos que, na maioria das vezes, não têm pé e nem cabeça, ou seja, carecem de uma lógica interna para que possamos compreender as medidas que nos estão sendo impostas.
O que ocorre é que estão enfiando “goela abaixo” a aceitação de inúmeras regras, carimbadas com o selo da “ciência”, sem que se possa contestar os caminhos utilizados para embasar essas regras e determinações. A utilização do medo se tornou tão comum que já não há espaço para a liberdade.
Na realidade, não se pode culpar quem tem medo, mas, sim, aqueles que incutem um medo desmesurado na mente das pessoas. Qualquer ação que leve em linha de conta direitos individuais são censuradas com a colocação de pecha de “egoísta” na pessoa que não se conforma em seguir regras que não têm base na realidade.
Querem nos condenar a repetir narrativas dos serviços estatais. Jamais os órgãos de imprensa ficaram tão servis ao que os políticos falam. Ou será que a imprensa deixou de procurar a verdade para procurar a narrativa oficial? Todos os dias vemos os órgãos de imprensa recortando a realidade para caber na narrativa dos políticos que estão se aproveitando da pandemia para fazer fluir o seu instinto ditatorial.
Estamos nos esquecendo que a moral e a ética são valores que foram sendo construídos durante todo o tempo em que o ser humano labuta na Terra. Todas as tentativas de surrupiar os direitos individuais em nome de uma segurança momentânea são suspeitas e, por isso mesmo, devem ser combatidas com toda a força. A centralização do poder causa muitos problemas, dentre os quais a impossibilidade de debate de ideias e o achincalhe de todo aquele que tenta se opor à centralização do poder de modo a causar um verdadeiro assassinato de reputação.
Muitas pessoas estão sendo linchadas nas redes sociais e na mídia, simplesmente, por ter a coragem de se insurgir contra essa centralização do modo de pensar. Os totalitários se armaram com o discurso de que são favoráveis à vida, como se aqueles que lutam pela liberdade individual fossem partidários de uma carnificina que só existe na mente dos totalitaristas.
O direito à vida, conforme garantido na Constituição Federal, não é apenas o direito de sobreviver, mas, também, o direito de produzir, de interagir, de manter contatos com os seres amados. Não podemos acreditar em uma proposta de vida que nos prive de toda a interação em comunidade. Esse é o modo de ver o mundo daqueles que são autoritários. A vida não é aquela que vai acontecer no futuro, haja vista que ela acontece agora, nesse momento. Todos têm o direito de definir como pretende passar os dias com a sua família e com aqueles que fazem a vida valer a pena.
Não podemos deixar a nossa vida nas mãos dos engenheiros sociais que pensam saber tudo sobre cada um dos indivíduos que habitam nosso planeta. Não podemos delegar aos “inteligentinhos de esquerda” cada uma das nossas ações. Temos de ter a responsabilidade de arcar com as consequência dos nossos atos, mas, jamais terceirizar a tomada de decisão de cada ato das nossas vidas.