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Ex-repórter abandona jornalismo, cria no canal no Privay e afirma: “Hoje todo mundo se acha jornalista, mas poucos entendem o que é jornalismo”

Após anos trabalhando na televisão, ex-repórter decide deixar o jornalismo tradicional e seguir um novo caminho na internet. A mudança de carreira, não ocorreu apenas por questões financeiras, mas também por uma insatisfação com a forma como a profissão passou a ser tratada nas redes sociais.

Por: Opinião, crítica e análise
21/07/2026 às 01h23 Atualizada em 24/07/2026 às 08h41

Com o nome "Prostituição Repórter" no Privacy, projeto que mistura conteúdo adulto com relatos sobre sua trajetória profissional, bastidores da televisão, experiências pessoais e críticas ao cenário atual da comunicação.

Para @GPTV, uma das principais razões para abandonar o jornalismo foi a perda de valorização da profissão diante da popularização das redes sociais.

"Eu deixei o jornalismo porque hoje todo mundo se acha jornalista. As pessoas criticam o jornalismo profissional, dizem que qualquer um pode fazer, mas ao mesmo tempo acompanham e valorizam quem apenas reproduz informação errada, opinião sem apuração ou simplesmente copia boletins policiais", afirma.

Segundo o ex-repórter, a atividade jornalística envolve muito mais do que publicar informações rapidamente na internet.

"Jornalismo não é apenas pegar um boletim de ocorrência, colocar uma manchete forte e publicar. Existe apuração, contexto, responsabilidade, ética, checagem de informação e conhecimento sobre o impacto daquilo que está sendo divulgado."

A crítica à comunicação nas redes sociais

@GPTV avalia que a expansão das redes sociais trouxe novos desafios para o jornalismo. A facilidade de publicar conteúdos fez com que muitas pessoas assumissem o papel de comunicadores sem conhecer os fundamentos da profissão.

"Hoje muitas pessoas querem ensinar jornalista a trabalhar sem nunca terem passado por uma redação. Criticam quem estudou, quem apurou durante anos, mas seguem perfis que entregam informações superficiais ou equivocadas porque o conteúdo viraliza."

O problema não está no fato de novas pessoas produzirem conteúdo, mas na falta de responsabilidade de quem divulga informações sem compreender as consequências.

"A comunicação virou uma disputa por atenção. Muitas vezes, o algoritmo vale mais do que a qualidade da informação. Uma reportagem bem construída, com investigação e contexto, perde espaço para um vídeo curto com uma opinião forte."

Da televisão ao Privacy

https://privacy.com.br/checkout/gptv

Após deixar a televisão, o ex-repórter encontrou na plataforma Privacy um espaço para falar sobre temas que, segundo ele, dificilmente teriam espaço na mídia tradicional.

Apesar de o canal possuir conteúdo adulto, o projeto também aborda histórias pessoais, críticas profissionais e relatos dos bastidores da televisão.

"Eu fui para o Privacy porque percebi que existe valorização, reconhecimento e também uma possibilidade financeira diferente. É um espaço onde consigo falar sobre assuntos que ficaram guardados durante anos."

Relatos sobre bastidores e dificuldades da profissão

Entre os conteúdos publicados estão relatos sobre dificuldades enfrentadas durante a carreira, incluindo um episódio de abuso que afirma ter sofrido no início da trajetória profissional, quando trabalhava como figurante em produções de televisão.

O relato, segundo ele, permaneceu em silêncio durante anos e agora é apresentado como parte de uma narrativa sobre experiências pessoais e profissionais vividas dentro do meio artístico e da comunicação.

O canal também aborda a diferença entre a imagem de glamour associada à televisão e a realidade enfrentada por muitos profissionais.

"Existe uma ideia de que trabalhar na televisão significa ter dinheiro, prestígio e uma vida confortável. Mas muitas vezes a realidade é outra: salários baixos, excesso de funções, jornadas longas e uma cobrança constante."

O significado de "Prostituição Repórter"

O nome escolhido para o projeto representa, segundo o criador, uma crítica à forma como a comunicação e o jornalismo foram desvalorizados ao longo dos anos.

"É uma provocação. Não fala apenas sobre conteúdo adulto. Fala sobre a sensação de que muitos profissionais precisaram vender tempo, saúde e dedicação para continuar em uma profissão que deixou de oferecer o reconhecimento esperado."

Com a nova fase, o ex-repórter afirma que pretende usar o espaço para discutir temas que envolvem jornalismo, televisão, comunicação e experiências pessoais.

Para ele, a mudança representa uma ruptura com um modelo profissional que, em sua avaliação, perdeu espaço para uma internet onde todos podem publicar, mas poucos assumem a responsabilidade pelo que divulgam.

"Todo mundo pode falar, mas nem todo mundo sabe informar. A diferença está justamente aí."

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