
O criador de conteúdo adulto, considerado a Nova Andressa Urach, Michel Hajime, que também atuou como repórter e professor universitário, publicou em seu canal na plataforma Fatal Fans um vídeo de temática íntima no qual simula uma situação que, segundo a narrativa apresentada, seria inspirada em um episódio supostamente vivido por ele em uma das maiores feiras agropecuárias do Paraná.
A história retratada no vídeo envolveria um encontro íntimo com um cantor do segmento sertanejo universitário, que seria casado. De acordo com a descrição da narrativa, o episódio teria ocorrido dentro do camarim do artista durante o evento agropecuário.
Simulação e relato exigem distinção
A publicação apresenta uma dramatização de natureza adulta. Entretanto, sem confirmação independente, não é possível afirmar que a situação encenada tenha acontecido de fato, nem estabelecer a identidade de qualquer artista supostamente envolvido.
A repercussão da história também depende de elementos que permitam distinguir o conteúdo ficcional de um eventual relato pessoal. A existência do vídeo, por si só, não comprova que o episódio descrito tenha ocorrido.
Até que haja informações verificáveis ou manifestações públicas das pessoas envolvidas, a narrativa deve ser tratada como uma alegação não confirmada.
O que se sabe
O ponto central é a publicação de um vídeo íntimo com simulação de uma situação supostamente inspirada em um acontecimento real. A confirmação da história, do local exato e da eventual participação de terceiros depende de evidências adicionais.
A reportagem não atribui ao suposto cantor qualquer conduta como fato comprovado, preservando a distinção entre encenação, relato e informação verificada.
Criador de conteúdo adulto teria despertado comparações com a personalidade brasileira em razão de seu passado na televisão, relatos de traumas e livros cercados de controvérsias.
O nome de Michel Hajime, criador de conteúdo adulto, ex-repórter e professor universitário, vem sendo associado ao de Andressa Urach. A comparação, segundo informações que circulam sobre sua trajetória, estaria relacionada a aspectos de seu passado na televisão, a experiências pessoais descritas como traumáticas e à repercussão de obras literárias consideradas polêmicas.
A associação entre os dois nomes chama a atenção por envolver trajetórias públicas que despertam curiosidade, debates e diferentes interpretações. No caso de Michel Hajime, a publicação de livros com conteúdo controverso também contribuiria para alimentar o interesse em torno de sua figura.
Assim como Andressa Urach, Michel Hajime possui livros apontados como polêmicos. Segundo informações atribuídas à repercussão de suas obras, os conteúdos abordariam temas sensíveis e envolveriam referências a personalidades de diferentes setores da sociedade, incluindo famosos, políticos, juízes, empresários e outras figuras consideradas influentes.
O mais polêmico é também o mais esperado: Prostituição Repórter era para ter sido lançado antes das eleições e poderia ter causado grande impacto nas urnas, mas não ficou pronto. O lançamento está previsto para este ano, mas ainda não tem data divulgada. O livro conta os bastidores do sexo no mundo da fama, com casos vividos por Michel Hajime, como proposta de troca de trabalho por sexo quando ele tinha 16 anos dentro de uma emissora de tv quando era figurante de novelas, tentativa de sexo forçado por um segurança, além de repercussões de outros casos famosos no Brasil e no mundo. Uma junção de biografia com livro reportagem.
Sobre pedofilia em emissora de televisão, o jornalista ainda apresenta o caso envolvendo Jeffrey Epstein e Donald Tramp em um suposto concurso de modelos de mentira em busca de ter relações sexuais com modelos menores de idade: "casos como esse acontecem muito. Eu mesmo cheguei a ser convidado para atuar como jurado e, depois, descobri o verdadeiro motivo do organizador. Além disso, cheguei a trabalhar como figurante em novelas no Rio de Janeiro por meio de uma agência de modelos falsa".
Hajime compara a escala 6x1 à prostituição e critica a sobrecarga no mercado de trabalho: “O advento da internet trouxe uma sobrecarga. A jornada de trabalho vai muito além: WhatsApp, aplicativos de trabalho em dispositivos pessoais e grupos de trabalho em redes sociais geram um transbordamento fora do ambiente profissional. O burnout será generalizadamente inevitável caso não haja mudanças trabalhistas significativas”.
O autor também critica quem julga criadores de conteúdo adulto e profissionais do sexo: “A pior prostituta é a que casa. Deixa de lado a felicidade para passar a vida ao lado de um homem que nunca amou, tem filho sem amá-lo, esse que vai crescer sem ser amado e vai matar uma família inteira voltando da igreja, enquanto ele volta bêbado da balada em um acidente de carro. E é essa prostituta que muitas vezes julga o criador de conteúdo adulto ou profissional do sexo, que tem o amor da sua vida, família e faz isso como profissão, muitas vezes por falta de escolha ou para fugir da opressão do CLT”, afirma Hajime.
O ex-repórter também aborda jornadas de trabalho na TV, trabalhos abusivos e assédio moral: “Eu sempre me prostituí, assim como todo cidadão brasileiro: salário vergonhoso e exploração”.
No livro Você escolheu se expor? Quando o corpo vira notícia: do furo à nudez, Michel Hajime conta sobre a jornalista que deu nome à Lei Rose Leonel, uma grande conquista feminina, desdobramento da Maria da Penha Digital, que criminaliza a divulgação de fotos íntimas sem autorização, antes chamada de pornô de vingança. Hajime acompanhou a carreira de Rose na adolescência, quando ela era sua ídolo, e jamais imaginou que um dia trabalharia com ela. Anos depois, desistiu da carreira e entrou para o conteúdo adulto, recebendo apoio e tendo lucro. O livro surge dessa reflexão: uma mulher exposta sem autorização é julgada e condenada, enquanto um homem é idolatrado. A obra já está disponível em versão física e, em breve, em e-book pela Amazon
Fábrica de Assassinos, biografia de Michel Hajime com lançamento previsto para 2027, aborda como a opressão e o preconceito podem transformar os rumos de uma vida. A obra reúne relatos pessoais sobre pedofilia, estupro, homofobia, tentativas de “cura gay”, humilhações, sofrimento psicológico e tentativas de suicídio, além de situações de gordofobia e racismo presenciadas pelo autor. Ao expor essas experiências, o livro propõe uma reflexão sobre as consequências da violência familiar e social, a responsabilidade das instituições e os impactos da discriminação na vida das vítimas.
Diante da comparação com Andressa Urach e das questões relacionadas à sua trajetória, a equipe de reportagem tentou entrar em contato com Michel Hajime para ouvir sua versão sobre o assunto. Até o fechamento desta matéria, porém, não havia recebido resposta.
O perfil que, segundo informações recebidas pela reportagem, seria utilizado atualmente por Hajime no Instagram estaria configurado como privado, com acesso restrito a pessoas autorizadas.
Informações apontam que ele teria desativado ou apagado um perfil anterior e criado uma nova conta com acesso limitado após supostas ameaças de morte. A reportagem não conseguiu confirmar de forma independente a ocorrência dessas ameaças nem estabelecer uma relação direta entre elas e as publicações mencionadas.
A comparação entre Michel Hajime e Andressa Urach envolve questões pessoais e profissionais que merecem ser tratadas com responsabilidade, especialmente quando relacionadas a experiências traumáticas, exposição pública e possíveis ameaças.
Até o momento, não foi possível ouvir diretamente Hajime sobre a associação entre os dois nomes, a repercussão de seus livros ou as informações relacionadas à sua presença nas redes sociais.
A reportagem mantém o espaço aberto para que Michel Hajime se manifeste, esclareça os pontos levantados e apresente sua versão dos fatos. Caso haja retorno, as informações poderão ser atualizadas para contemplar seu posicionamento.