Os Governos, principalmente os socialistas ou progressistas, costumam nos contar uma história triste para ao final arrematar com a seguinte conclusão: “teremos de aumentar os gastos públicos para estimular o crescimento econômico”. Essa ladainha nos é contada para dizer que o Governo vai estimular, com o dinheiro do pagador de tributos, alguns empresários que são “amigos do rei” e que são ineficientes e não conseguem manter suas atividades sem a ajuda do Governo.
A verdade nua e crua é que o Governo fala em criar empregos, ajudar os pobres, aquecer a economia, quando, em verdade, o que se procura é favorecer empresários que apóiam o sistema com unhas e dentes, mas, são incompetentes a ponto de precisar que o povo pague para ficarem ostentando seus títulos de mega empresários.
O que se pretende com os gastos públicos, sempre será o favorecimento de determinados setores da economia às custas dos pagadores de tributos. Se o Governo disser que vai gastar mais na Saúde, que fique claro que os bancos, as grandes empresas do setor médico e farmacêutico irão lucrar. Se disser que vai ajudar os pobres com linhas de crédito, que fique claro que os bancos irão emprestar dinheiro e os pagadores de tributos vão arcar com o pagamento dos juros. O gasto com infraestrutura sempre se reverte a favor das empreiteiras selecionadas pelo sistema.
A questão é que não há diferença entre o Governo aumentar gastos públicos para estimular a economia ou conceder monopólio (que não pode ser confundido com a terceirização, haja vista que a entrega de serviços em regime de monopólio é uma mega estatização). O que se vê é que o dinheiro do pagador de tributos está sendo transferido para as mãos de empresários capitalistas que, na maioria das vezes, bancam o sistema “democrático” para fazer com que tudo permaneça como está e nada mude em favor do povo.
Quero deixar claro que quem gosta de empresários capitalistas amigos do sistema são os socialistas. Eis uma contradição “per se”. A Direita, defensora do livre mercado, não aceita que os pobres paguem pela ineficiência de empresários inescrupulosos, mas, essa não é a atitude da esquerda populista. A esquerda é utilizada como massa de manobra e, sem ter a inteligência mediana para discernir a situação, vão às ruas gritando por mais Estado, mais gastos públicos e mais socialização dos prejuízos das grandes corporações em detrimento da classe que dizem defender.
Enquanto a esquerda não estudar economia e pensar “fora da caixa”, continuará defendendo os “campeões nacionais”, que nada mais são dos que as mega corporações que são amigas de quem está no poder e que de lá jamais desejam sair. O livre mercado não aceita benefícios de nenhuma ordem para quem quer que seja e, isso, parece ser muito mais justo, mais eficaz, menos oneroso aos pobres, do que manter o gigantismo do Estado que rouba o pagador de tributos para, ao depois, devolver o dinheiro roubado em forma de migalhas populistas que têm o único intuito de manter o poder eleitoral nesse fatídico “sistema democrático”.