Publicidade

Núcleos de defesa dos direitos das mulheres e crianças da UEL comemoram anos de atendimento gratuito

Os núcleos prestam atendimento jurídico e psicológico a crianças, adolescentes e mulheres de baixa renda que residam em Londrina e que sofrem violê...

Por: Redação Fonte: Secom Paraná
21/06/2021 às 14h10
Núcleos de defesa dos direitos das mulheres e crianças da UEL comemoram anos de atendimento gratuito
© Rogério Machado/Arquivo AEN

Núcleo Maria da Penha (Numape) e o Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (NEDDIJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão fazendo aniversário. O primeiro completa oito anos e o segundo 15. Eles prestam atendimento jurídico e psicológico a crianças, adolescentes e mulheres de baixa renda que residam em Londrina e que sofrem violência doméstica e familiar.

A coordenadora dos projetos da universidade, professora Claudete Carvalho Canezin (Departamento de Direito Privado/Cesa), comemora os aniversários. Ela lembra de quando tudo começou, com o NEDDIJ, que logo fez diferença na defesa dos direitos de crianças e adolescentes de Londrina. Porém, a professora sentia não poder atender também as mães, já amparadas pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340).

Claudete conta que o nascimento do Numape começou em 2009, com as primeiras negociações com a então Secretaria de Estado da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a fim de garantir o acesso à Justiça. Em 2012 o projeto foi aprovado e em 2013 começou a funcionar. Foi tão bem-sucedido que em 2017 a própria Seti decidiu ampliar o projeto e estendê-lo a todas as universidades estaduais do Paraná. O edital foi lançado no ano seguinte e desde 2019 todas as instituições de ensino superior do Estado possuem seus NEDDIJ e Numape. A professora Claudete é a coordenadora estadual dos Núcleos.

Ambos são projetos de extensão ligados ao Programa Universidade sem Fronteiras (USF), da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Os Núcleos prestam atendimento jurídico e psicológico gratuito a crianças, adolescentes e mulheres de baixa renda que residam em Londrina e que sofrem violência doméstica e familiar, mas não apenas. A coordenadora destaca, por exemplo, que o NEDDIJ ajudou a resolver um problema de falta de vagas em creches da cidade acionando a Justiça em favor das crianças.

A realidade da pandemia, naturalmente, afetou os projetos. O trabalho preventivo e de orientação desenvolvidos nas escolas teve que ser paralisado com a suspensão das aulas presenciais. Por outro lado, Claudete avalia que as denúncias de agressões contra mulheres aumentaram, porque as vítimas nem precisam sair de casa para denunciar, graças aos outros canais de contato com o Numape ou as autoridades. O Núcleo registrou aumento de ligações pedindo orientação sobre direitos ou mesmo assistência. O atendimento tem sido feito online ou por agendamento.

De acordo com a professora, o Numape já realizou, em oito anos, 46.770 atuações, o que inclui atendimentos pessoais, ajuizamento de ações judiciais e audiências, entre outros. Foram mais de 8 mil atendimentos por telefone e cerca de 4 mil pessoais, além de quase 5 mil processos judiciais, em torno 5 mil audiências e mais de 1.200 atendimentos psicológicos.

O NEDDIJ tem números igualmente significativos, com mais de 1.700 processos judiciais (sobretudo mandados de segurança) e quase 15 mil atendimentos de crianças e adolescentes.

A avaliação destes anos de trabalho, para Claudete, traz um saldo muito positivo, bem além da dimensão jurídica. Ela ressalta não só a diferença que os projetos fazem na vida da população atendida, como também na formação dos participantes do projeto – alunos de Direito e profissionais formados há pouco tempo. Os primeiros recebem bolsa, e os demais desenvolvem trabalho voluntário. Segundo a professora, o Ministério Público foi um dos que já reconheceu a importância do trabalho dos Núcleos. “O MP fala que os advogados recém-formados já chegam prontos para atuar na área”, diz Claudete.

Para ela, os estudantes e egressos não aprendem só a operar o Direito. “Eles aprendem cidadania, respeito ao próximo, superam preconceitos e adquirem uma nova visão de mundo. Isto não tem preço”, afirma a professora, que sintetiza sua perspectiva humanista assim. “Dizemos sempre aos participantes do projeto: não coloque o seu coração nos problemas, mas na solução dos problemas”.

WORKSHOP -Para marcar os aniversários, foi realizado, nos dias 17 e 18, um workshop transmitido pelo Google Meet, com participação da diretora de Atendimento Especializado à Mulher (Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher), Lucimar Rodrigues da Silva.

Foram apresentados 15 trabalhos no evento, com temas sobre feminicídio, guarda compartilhada, abandono afetivo, acesso à Justiça e o impacto da violência contra a mulher em diferentes dimensões, como saúde física e mental, mercado de trabalho, comportamento e relações familiares, além da apresentação do perfil das mulheres atendidas pelo Numape.

SERVIÇO -O atendimento no Numape é feito de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h. As mulheres vítimas de violência que necessitam de assistência jurídica podem agendar o atendimento previamente e se dirigir à sede do Núcleo, que fica na Rua Brasil, 742. O telefone para contato – que também atende pelo WhatsApp – é (43) 3344-0929. O Neddij atende ainda pelo telefone (43) 9.9866-2718.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Exclusivo Há 6 dias

Pedofilia: Decorador de festas infantis de Maringá preso por estuprar menino está solto e continua trabalhando com crianças

O rapaz é idolatrado por muitos profissionais do setor de eventos nas duas cidades. “Mas ele é gatinho” é uma das justificativas frequentemente apontadas para a admiração que recebe quando se fala no assunto. No entanto, muitos profissionais parecem ignorar uma questão fundamental: a segurança dos filhos dos clientes. Trata-se de uma crise que vai muito além da gestão empresarial do ramo de festas. Diante da repercussão do caso, a população faz um grande questionamento: onde estão as associações comerciais das cidades e os vereadores para se posicionarem sobre o assunto? - Assine e veja a reportagem completa

Fim da credibilidade Há 6 dias

Atualmente, ninguém quer falar mal de alguém

O fim da autoridade ou apenas o excesso de opinião?

Falou merda! Há 2 semanas

Quem é o ator famoso que criticou fãs brasileiros e nunca mais teve sucesso

A Ironia da Fama: quando o sonho vira incômodo... e o silêncio vira realidade

Agenda Há 2 semanas

Curitiba Folia anuncia 5ª edição com Tomate, Xanddy Harmonia e Parangolé na icônica Pedreira Paulo Leminski

Ingressos para a micareta, que será realizada em dezembro e marca a estreia do evento no tradicional ponto turístico curitibano, começam a ser vendidos no dia 10 de agosto

Agenda Há 2 semanas

Shopping São José recebe primeira exposição indoor do Brasil com um dragster de 10 metros

Encontro Drive Club reúne carros clássicos, personalizados e projetos especiais até 9 de agosto; destaque é um dos maiores carros de arrancada do país