Cresci com as pessoas demonstrando medo de serem censuradas pelo Estado. As histórias que me contavam davam conta que o Estado era capaz de colocar pessoas dentro das redações dos jornais, TV e rádios para que somente as notícias que fossem favoráveis ao senhorio político alcançassem a multidão.
Hoje, praticamente não tenho mais medo de que o Estado me censure diretamente, mas, tenho a certeza de que as grandes corporações fazem isso à todo momento. Dependendo do tipo de mensagem que posto nas redes sociais, ela tem um determinado alcance. Se a mensagem tem cunho político “de direita”, evidentemente, o alcance não é grande. Pior é quando após a postagem de uma mensagem conservadora ganho um “block” de presente. Isso significa dizer que empresas que deveriam cuidar, apenas, do seu orçamento estão cuidando da vida alheia.
Fico entristecido de ver tais práticas, assim como me entristece ver a imprensa querendo pautar a vida do cidadão. É a imprensa que me mostra aquilo que “posso ver” e esconde de mim aquilo que “não posso ver”. Isso faz com que eu me sinta tutelado por órgãos que não elegi para essa função, sendo que as notícias que me chegam estão “checadas” por agências que propagandeiam ter o monopólio da verdade e evitam que eu saiba de mentiras que me possam “prejudicar”.
Acontece que eu não quero essa tutela... não sou mais inimputável... quero examinar todos os fatos e tirar minhas próprias conclusões sem estar sendo cuidado por nenhum órgão de imprensa e por nenhuma corporação das redes sociais.
Deixem que a informação chegue até mim e que eu possa fazer o que bem entender com elas. Isso é ser livre, é poder caminhar segundo as próprias convicções, é poder fazer escolhas e arcar com as consequências delas. Caso contrário, estaria sempre à mercê da tutela da imprensa e de grandes bilionários, o que não é saudável para nenhum cidadão. Quero ser livre de verdade. Basta de interferência na minha vida e nas minhas escolhas.