Ensinam todos os dias, que o Estado é ineficiente, mas é um mal necessário para prover a população dos serviços essenciais. Não sei como ainda podemos acreditar em uma ladainha dessas. As pessoas não param para pensar que algo que é considerado ineficiente não tem a mínima necessidade de existir.
Imagine uma empresa particular que prestasse serviços jurídicos e policiais. Imagine que essa empresa não pudesse ter o monopólio da força e nem de dizer o Direito. Essa empresa só seria essencial se ela agisse de forma eficiente. Pois é, o Estado mantém o monopólio da força e traz consigo uma ineficiência intrínseca e, para se manter, faz a extorsão do indivíduo produtivo para financiar a prestação de serviços. E mais do que isso, o Estado além de extorquir se mantémcom dinheiro em caixa porque sua extorsão não tem limites.
Se uma pessoa tentar tomar dinheiro à força de outra, com certeza, responderá pelo crime de roubo. O Estado faz isso todos os dias e não recebe nenhuma reprimenda da comunidade. Aliás, o Estado só permanece monopolista da Justiça e da Polícia pelo uso da força bruta ou, ao menos, da iminente possibilidade de usá-la.
Parece evidente que quando estamos diante de uma empresa que detém o monopólio de uma fatia do mercado teremos preços mais altos e falta de eficiência operacional. É exatamente isso que se dá com o Estado que detém o monopólio da força e através da coação (ou coerção) obriga os indivíduos a custear suas despesas de forma compulsória. Aliás, as empresas monopolistas (ou oligopolistas) têm sempre um atendimento antipático para com o consumidor. Isso é regra no Estado onde o cidadão é atendido como se estivesse recebendo um favor do Governo, quando a verdade é que o Estado só existe porque é financiado (à força) pelo indivíduo.
Isso acontece de forma contrária ao que ocorre em uma empresa privada, onde o empresário precisa ser simpático para não correr o risco de perder o cliente para a concorrência. No Estado não há nenhuma preocupação em ser simpático com o cidadão porque não há concorrência, sendo certo que o atendimento e a satisfação do “cliente” se transformam na parte enfadonha da cadeia mercadológica.
Na realidade, o Estado não trabalha com a hipótese de falência, haja vista que quando está em “maus lençóis” vai cobrar mais tributos do indivíduo para bancar a prestação de serviços ineficientes. E aqueles que trabalham em nome do Estado estão com o ego inflado por terem “passado em um concurso”, o que significa dizer que terão de aturá-lo até que sobrevenha a sua aposentadoria, haja vista que o gestor político não tem interesse e nem coragem de aplicar os dispositivos constantes na lei que têm a intenção de punir o mau servidor público.
Para finalizar, acreditar que um dia o Estado será eficiente seria o mesmo que crer que, uma empresa, sendo incentivada, dia e noite, para ser ineficiente prefira superar aquelas empresas que dependem, para sua sobrevivência, de se manterem diuturnamente eficientes para não serem engolidas pelas regras do mercado. Isso seria um sonho, apenas, enquanto a realidade aponta para a ineficiência inescrupulosa do Estado.