
No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Até então, uma série de países ainda tratava homossexuais como pessoas com desvios patológicos mentais, permitindo preconceitos e violações como terapias de reversão, a conhecida “cura gay”. Por esse motivo, a data passou a ser considerada Dia Internacional de combate à Homofobia.
Em Maringá, a LGBTfobia fez suas vítimas:
Carlos Henrique Hortencio, farmacêutico de Maringá, morto a
facadas e enterrado no próprio quintal em 2018; João Paulo Bezerra,
estudante da UEM perseguido, agredido
verbalmente e espancado em 28/04/2021; Jadson Gabriel dos Santos Machado, também estudante da UEM
espancado e quase morto após suposto assalto – 09/01/2021;
jovem de 14 anos (por ser menor não será identificado - espancado em um ponto de ônibus em 2017, Conselho Tutelar classificou o caso como Homofobia); Dayane Ramos dos Santos,
lésbica morta a facadas em Maringá em 30/11/2014); Willian Rangel Dorneles Moraes -
na matéria foi utilizado o nome de nascimento, desrespeitando seu nome social da travesti
assassinada em Maringá, em 22/10/2018); Robertha
Velmont Moraes,
travesti encontrada morta com dois tiros na cabeça em Maringá); Thiemi
Oliveira,
Travesti campo-grandense assassinada em Maringá, em agosto/2016); entre outros casos subnotificados ou não denunciados devido ao
medo das vítimas.
Para marcar a data, entidades da sociedade civil organizada realizarão, no próximo domingo, um ato em memória das vítimas que faleceram e em homenagem às sobreviventes.
O ato será fixo no local, sem caminhada.
Expediente:
Manifestação Pacífica LGBTI+ de Maringá
Dia 16 de maio, domingo
Início às 10h, com previsão de término para as 12h
Local: avenida São Paulo, esquina com rua Neo Alves Martins, ao lado do parque do Ingá