Faça chuva ou faça sol. Frio ou calor. Manhã, tarde ou noite. No centro e nos bairros. Todos os dias os coletores percorrem as ruas do município com um objetivo em comum. Recolher os lixos e manter a cidade limpa.
Em razão da função essencial desempenhada na sociedade, os coletores também têm um dia dedicado ao seu trabalho.
Na Secretaria de Limpeza Urbana da Prefeitura de Maringá, os garis têm a nomenclatura de coletores. O setor conta com 250 profissionais que coletam em média 400 toneladas de lixo por dia. Para muitos, a sensação é de que são seres “invisíveis”. Por outro lado, existe a certeza de que o trabalho desempenhado é essencial.
O gerente do setor, Marcos Rodrigues da Silva, 36 anos, tem essa convicção. “Hoje estou como líder, mas já trabalhei na rua como coletor. Infelizmente, muitas pessoas passam por nós e nem sabem que existimos. Mas, é uma gratificação deixar a cidade limpa para a população.”, afirma.
No caso de Marcos, há um componente especial. O amor pela profissão é de família. Ele tem dois irmãos, um cunhado e um sobrinho que também são coletores no município.
Os homens são maioria. Mas, as mulheres também dão o tom da limpeza nas ruas da cidade. Uma delas é a coletora Rosilene Aparecida Bernardo. São 14 anos de dedicação a uma profissão que, segundo ela, representou sua independência.
Rosilene tem consciência de que é preciso lutar para que a população reconheça o trabalho dos coletores. E ainda enfrenta outra questão cultural. O preconceito de ser mulher em uma função tradicionalmente desempenhada por representantes do setor masculino. “Sim, a mulher consegue fazer o trabalho que um homem realiza”, destaca.
Internamente, coletoras e coletores têm o reconhecimento da Prefeitura de Maringá. Em homenagem ao Dia do Gari, o prefeito Ulisses Maia acompanhou o trabalho de uma equipe da Secretaria de Limpeza Urbana na tarde de sexta-feira, 14. O prefeito deixou claro a importância de cada profissional e agradeceu a dedicação de todos na missão de deixar a cidade limpa e mais saudável.