As duas unidades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da Secretaria de Assistência Social são portas de entrada para pessoas em situação de violência e violação de direitos humanos em Maringá. As unidades ofertam atenção psicossocial, além de orientação jurídica e social.
O superintendente da Secretaria de Assistência Social, Josivaldo Reis, explica que os centros também atendem as famílias das vítimas.
“Fazemos um planejamento de atendimento que envolve todos os familiares para tratamento, em conjunto, de fortalecimento de vínculos”, diz. Ele afirma que o tempo de acompanhamento depende da demanda de cada caso. Existem famílias que são atendidas por anos e outras por alguns meses.
“São feitas entrevistas psicossociais para que a equipe conheça os familiares, entenda as demandas, os encaminhamentos que devem ser feitos e os cuidados necessários”, destaca Josivaldo.
Os Creas podem ser acessados de forma espontânea pela população e por outros órgãos do sistema de garantia de direitos, como o Conselho Tutelar, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Defensoria Pública.
Dados Epidemiológicos da Secretaria de Saúde
Outro órgão do Município que registra notificações de violência em crianças e adolescentes é a Secretaria de Saúde. Em 2020, a secretaria teve 714 registros. Destes, 126 foram de violência sexual, sendo 51 em meninas de 0 a 12 anos.
Denúncias
Em casos de violência, as pessoas devem ligar para o disque denúncia estadual (181) ou para a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (100). Estes meios possuem profissionais qualificados para receber informações e prestar orientações.