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Vestimenta de servidora pública chama atenção em evento oficial e levanta debate sobre ética, imagem institucional e postura profissional

O lançamento do segundo ciclo do programa Cuida Paraná, realizado esta semana em Maringá pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Paraná (SEJU), foi marcado por um episódio que fugiu do roteiro oficial e gerou repercussão nos bastidores do evento: a escolha da vestimenta da servidora pública Roberta Justus, que compareceu usando roupas consideradas inadequadas ao ambiente formal e institucional.

Por: Opinião, crítica e análise
01/06/2025 às 00h20 Atualizada em 01/06/2025 às 00h40

O evento, que reuniu 128 alunos, além de autoridades locais, servidores públicos e convidados, celebrou o início de uma nova etapa do programa, voltado à qualificação profissional de migrantes e pessoas em situação de rua, com foco em inclusão social e geração de renda.

Apesar da importância do momento, a atenção de muitos presentes acabou desviada por um detalhe simbólico, mas que traz à tona questões sobre profissionalismo, conduta e imagem institucional no serviço público.

Repercussão e desconforto

Segundo relatos, o traje utilizado pela servidora causou desconforto entre colegas, alunos e autoridades, sendo motivo de comentários nos bastidores e entre os participantes do evento.
Embora o secretário estadual da Justiça e Cidadania, Santin Roveda, não estivesse presente, o ocorrido ganhou repercussão interna e evidenciou a necessidade de reforçar critérios de conduta e apresentação nos ambientes formais do governo.

Erro não apenas individual, mas institucional

O episódio não configura apenas uma falha pessoal de discernimento da servidora pública, mas também um erro institucional da equipe de cerimonial e da assessoria de comunicação do governo estadual.
Mesmo após o ocorrido, o evento — com as imagens da servidora — foi publicado no site oficial do Governo do Paraná, sem qualquer correção, edição ou observação sobre o protocolo.
Isso demonstra ausência de revisão crítica por parte dos órgãos responsáveis pela imagem pública do Estado, o que pode comprometer a credibilidade da ação governamental diante da sociedade.

Etiqueta e imagem no serviço público

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a apresentação visual dos representantes do Estado tem impacto direto na legitimidade percebida pela população:

“O traje é uma linguagem. Em eventos oficiais, o vestuário adequado é parte do respeito institucional. Não se trata de imposição moral, mas de comunicação profissional”, afirma uma consultora de etiqueta e comportamento institucional.

A crítica não se volta à estética, mas ao descompasso entre o ambiente solene e o comportamento esperado dos seus representantes. Servidores públicos, sobretudo em eventos de grande visibilidade, devem refletir, também na postura, os valores da administração pública.

Cuida Paraná: projeto essencial, mas que exige coerência

O Cuida Paraná é um programa essencial para promover oportunidades a quem mais precisa, com formação técnica, bolsas de apoio e foco em direitos humanos. No entanto, a imagem transmitida por seus representantes também comunica valores institucionais.

A ocorrência reforça a importância de preparo, revisão de protocolos e postura condizente com a seriedade da política pública envolvida.

Imagem importa — e o cuidado começa nos detalhes

A iniciativa do Estado é valiosa, mas precisa ser tratada com o mesmo zelo em todos os aspectos: no discurso, na prática e na representação visual. O cuidado com a população começa, também, com o cuidado da própria imagem institucional.

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