
O paciente foi inserido em um programa municipal que envolvia atendimento pela Seu Med, em colaboração com acadêmicos de uma faculdade particular da cidade. Inicialmente, foram realizadas triagens e exames que confirmaram a necessidade de investigação mais detalhada quanto à possível evolução do glaucoma — uma doença silenciosa e progressiva, que pode levar à cegueira se não tratada corretamente.
Contudo, segundo o denunciante, o acompanhamento foi interrompido ainda no final de 2024, antes do recesso de fim de ano. Um exame foi realizado pouco antes das férias da equipe, e a promessa da clínica conveniada foi de que haveria um retorno em janeiro de 2025. Até agora, seis meses depois, o paciente afirma não ter recebido nenhuma ligação, retorno médico ou encaminhamento de tratamento.
Em diversas tentativas de contato com a equipe da Seu Med, o paciente ouviu apenas que “as atendentes já têm as informações”, sem que qualquer posição formal ou orientação fosse repassada. O descaso tem gerado preocupação, especialmente considerando a gravidade da doença e os riscos associados à falta de acompanhamento oftalmológico adequado.
O caso chama atenção para a necessidade de transparência e continuidade no atendimento oferecido em parcerias público-privadas, especialmente em situações que envolvem diagnósticos sérios e doenças com potencial incapacitante. A omissão de atendimento em situações como essa não é apenas uma falha administrativa, mas pode configurar negligência médica e colocar em risco a saúde e a dignidade do paciente.