
A pandemia é hoje a principal manchete dos maiores veículos de comunicação do país e também do mundo. Uma palavra que até então, quase não era usada, hoje está impregnada no nosso dia a dia. Indo para o exato significado, pandemia, nada mais é que uma enfermidade epidêmica amplamente disseminada.
Está que não escolhe sexo, raça, cor, religião, ou qualquer outra forma de classificação. E com a Covid-19, despedidas e mais despedidas. Segundo o site do Ministério da Saúde, somente nesta terça-feira (13) perdemos 3.808 pessoas em todo o Brasil nas últimas 24 horas, vítimas do Coronavírus. Um acumulado de 358.425 mortos em território nacional. E ainda temos mais de 13 milhões de casos vigentes.
E por mais que quase 28 milhões de brasileiros já foram vacinados, ainda estamos longe do fim. Mesmo na nossa região, temos Maringá a terceira maior cidade do estado do Paraná com a aplicação de vacina acima da média nacional, mas, ainda é necessário a proteção. Ato que muitos já ignoram e outros que nunca fizeram questão.
Em bairros mais afastados do centro, bares ficam com pessoas aglomeradas nas calçadas. Empresários descumprindo decretos e vendendo até mesmo bebidas alcoólicas em seus disk-cervejas fora do horário permitido, como por exemplo, um estabelecimento do Conjunto Sanenge que por diversas vezes tinha pessoas, camionetas, som e algazarra.
Mas, quando essas pessoas vão começar a se proteger, proteger os que estão ao seu redor e consequentemente, parar de propagar o vírus pandêmico?
Talvez, seja quando eles se despedirem de alguém. Mesmo que uma figura distante, mas, uma referência de vida e com uma importância inigualável. Aí, a máscara será usada, o álcool em gel, passado e a consciência vindo a tona que na verdade o isolamento, no Brasil, ainda não aconteceu.
Enquanto isso não acontece, a gente se despede daquele que dedicou a vida para governar:
Como por exemplo, o deputado federal paranaense Schiavinato, que nos deixou aos 66 anos.
"Um momento muito triste. Schiavinato era um deputado muito querido por todos que o conheciam. O oeste do Paraná está em luto. Que Deus conforte o coração da família", Luiz Neto, líder do Podemos no noroeste do Paraná.
Ou cairemos por si, ao virmos pela última vez, um homem que lutou pelo direito dos negros, ensinou e mudou a vida de muitas pessoas. E, embora seja uma despedida física, ainda ficará, Paulo Freire já dizia: "o educador se eterniza a cada ser que educa". Eternizado, será lembrado, entre ele pelo publicitário Sérgio Lopes "Professor Jairo de Carvalho, figura emblemática. Foi meu professor de história em 1988. Que Deus o tenha em bom lugar e conforte o coração de todos".
É preciso deixar de se despedir e se cuidar. Se cuidar. Até porque, pode ser que se despeçam de nós. Mantenha o distanciamento, use máscara, higienize-se e tome todos os cuidados possíveis.