Em uma entrevista recente ao programa Sabadou com Virgínia, do SBT, Zé Felipe afirmou, em tom de brincadeira, que perdeu a virgindade aos 12 anos com uma garota de programa. Apesar do tom descontraído do relato, o conteúdo configura, segundo a legislação brasileira, um caso grave de abuso sexual infantil — mais especificamente, estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e exploração sexual de menores, conforme o artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Quem levou Zé Felipe até essa mulher adulta? A ausência de resposta levanta uma questão séria: Leonardo sabia? Permitiu? Participou?
Caso a prova do crime seja apagada, segue o link do mesmo vídeo, já com o recorte da denúncia: Clique Aqui
O recorte não foi publicado no YouTube, pois o SBT bloqueou a postagem de conteúdos da emissora por canais não oficiais. No entanto, por se tratar de uma prova legal, foi feita uma cópia do material, que foi encaminhada ao Ministério Público e aos órgãos competentes pelos denunciantes.
O que chocou não foi apenas a naturalidade do relato, mas a ausência de reação — e, principalmente, o silêncio absoluto de Leonardo, pai de Zé Felipe. Desde a declaração, o cantor não fez nenhum pronunciamento público, o que levanta questionamentos éticos, morais e legais.
Leonardo não é formalmente acusado de um crime — ainda — mas seu silêncio diante de uma possível situação de abuso, ocorrida quando seu filho tinha apenas 12 anos, pode configurar omissão penalmente relevante, caso seja provado que sabia, consentiu ou facilitou o ato. Isso porque, à época, Zé Felipe era uma criança sob sua tutela direta.
A pergunta que paira é: quem levou Zé Felipe até a mulher adulta? A ausência de resposta levanta outra questão crucial: Leonardo sabia? Permitiu? Participou? O Ministério Público foi acionado com base na gravação do programa, que já circula entre juristas e defensores dos direitos da criança.
Diante desse cenário, a contratação de Leonardo pela Prefeitura de Sarandi é, no mínimo, controversa. Quando uma instituição pública investe recursos em figuras públicas investigadas por possível envolvimento ou omissão em crimes contra crianças e adolescentes, ela se coloca em risco institucional e moral.
A gestão pública deve atuar como guardiã dos direitos constitucionais, em especial da infância e juventude. Quando contrata artistas sob suspeita — ainda que sem condenação — envia à sociedade uma mensagem ambígua: o entretenimento vale mais que a ética? A fama protege da responsabilização?
Além disso, o uso de dinheiro público para bancar shows milionários de artistas sob questionamento pode representar um dano à imagem da administração e gerar reações negativas da população, especialmente de grupos de defesa dos direitos humanos, conselhos tutelares e do Ministério Público. A prefeitura, portanto, não pode alegar desconhecimento. A repercussão nacional do caso exige, no mínimo, cautela.
É preciso dizer com todas as letras: o que Zé Felipe relatou não é uma história engraçada. Não é "coisa de menino". Não é "iniciação sexual precoce". É crime. É abuso. É exploração.
Se fosse uma menina de 12 anos sendo levada a um homem adulto, alguém riria? Se fosse a filha de Leonardo, o silêncio se manteria? Quando a masculinidade tóxica romantiza o estupro de meninos como sinal de “virilidade”, ela perpetua ciclos de violência, normaliza crimes e destrói infâncias.
É inaceitável que um caso assim seja tratado com omissão ou banalização, ainda mais quando envolve figuras públicas com milhões de seguidores e grande influência cultural.
Que Leonardo se manifeste publicamente e esclareça se teve conhecimento ou participação no ocorrido.
Que o Ministério Público conduza uma investigação rigorosa, independentemente da fama dos envolvidos.
Que a Prefeitura de Sarandi reveja os critérios de contratação de artistas com base em condutas éticas e reputacionais, e se pronuncie sobre a decisão.
Que a sociedade entenda: o silêncio diante da violência sexual infantil é cumplicidade.
Enquanto nenhuma explicação for dada, a dúvida permanecerá: quem protegeu Zé Felipe aos 12 anos? E quem protege as crianças brasileiras hoje?
A Prefeitura de Sarandi anunciou oficialmente, em seu site, a presença do cantor Leonardo na programação da Exporandi 2025. O evento foi promovido durante a 1ª Feira MEI Julina, com o nome de Leonardo destacado entre as atrações principais.
A divulgação extraoficial do evento nas redes sociais de um repórter da Rede Massa — afiliada do SBT, emissora também investigada por possível apologia à pedofilia, por não coibir o relato em rede nacional — agrava ainda mais o contexto. O uso de canais informais para promover um evento público, envolvendo figuras sob investigação, levanta questões sobre a responsabilidade da comunicação e o dever institucional de zelar pelos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, conforme prevê o artigo 227 da Constituição Federal.
Promover artistas sob suspeita, enquanto o caso ainda é sensível e pendente de esclarecimentos, pode configurar não só irresponsabilidade institucional, mas também ferir os princípios da moralidade e proteção da infância previstos na Lei. É dever do poder público prezar pela ética, legalidade e respeito aos direitos humanos — e não normalizar situações que envolvem a possível violação desses direitos.
A sociedade precisa estar atenta: nenhuma divulgação ou contratação está acima da lei.

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Apesar de conteúdos apelativos no passado, como a Banheira do Gugu e atualmente os Salva-vidas do Ratinho, o SBT sempre manteve forte presença na programação infantil, com desenhos e novelas voltados ao público jovem. Por isso, o relato de abuso sexual infantil veiculado sem contestação choca ainda mais os fãs da emissora. A omissão diante de um crime fere a confiança histórica do público e pode configurar violação legal.
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Nota final: Leonardo, SBT, Virgínia Fonseca, Leo Dias e demais envolvidos, até o momento, não são formalmente acusados, mas podem ser investigados por possível omissão, à luz das responsabilidades parentais previstas em lei. Isso não exime a responsabilidade da Prefeitura ao contratá-lo em meio a esse escândalo. Ao contrário: reforça a necessidade de políticas públicas baseadas na proteção integral da criança — e não em contratos que colocam a imagem acima dos direitos humanos.

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